Terapia de Reposição Hormonal na prática: tipos, vias de administração e como escolher a sua
Já sabe que a TRH pode ser indicada para você? Agora entenda as diferenças entre os tipos de hormônios, formas de uso e o que leva a Dra. Thaís Cunha a personalizar cada tratamento,
6/4/20262 min read
Se você já leu meu post sobre os mitos e verdades da Terapia de Reposição Hormonal Vilã ou Mocinha, já sabe que ela é uma estratégia segura e eficaz — quando bem indicada. Mas uma pergunta muito comum que recebo depois dessa conversa é: "Ok, mas como funciona na prática? Que tipo de TRH eu faria?"
É exatamente sobre isso que vamos falar hoje.
Não existe uma TRH — existem muitas
Esse é o ponto que mais surpreende as pacientes. A terapia hormonal não é um comprimido único e padronizado. Ela envolve escolhas sobre tipo de hormônio, forma de administração e dose — tudo ajustado ao perfil de cada mulher.
Estrogênio: a base do tratamento
O estrogênio é o principal hormônio reposto na menopausa — e responsável pelo alívio da maioria dos sintomas. Ele pode ser administrado de diferentes formas:
Gel transdérmico: aplicado diariamente na pele. Tem absorção direta pela corrente sanguínea, sem passar pelo fígado — o que reduz riscos em mulheres com predisposição a trombose.
Adesivo: colado na pele, trocado a cada poucos dias. Prático e com boa adesão.
Comprimido oral: a forma mais tradicional. Eficaz, mas com metabolização hepática.
Implante subcutâneo (pellet): inserido sob a pele com liberação contínua por meses. Elimina a necessidade de uso diário.
Creme ou óvulo vaginal: quando o objetivo é tratar apenas sintomas locais, como ressecamento vaginal. Absorção sistêmica mínima.
Progesterona: necessária para quem tem útero
Mulheres que não fizeram histerectomia (não retiraram o útero) precisam associar progesterona ao estrogênio — para proteger o endométrio. As opções incluem progesterona micronizada (bioidêntica) ou progestogênios sintéticos, cada um com perfil diferente de tolerabilidade.
Testosterona: o hormônio esquecido
Em alguns casos, a reposição de testosterona em doses femininas é incluída no protocolo — especialmente quando há queda do desejo sexual, fadiga persistente ou perda de massa muscular. Escrevi um post dedicado a esse tema, vale a leitura.
Hormônios bioidênticos: o que são e quando fazem diferença
Os hormônios bioidênticos têm estrutura molecular idêntica à dos hormônios produzidos pelo próprio corpo. Estudos mostram boa tolerabilidade e perfil de segurança favorável — mas atenção: bioidêntico não significa isento de acompanhamento médico. A manipulação individualizada pode ser uma vantagem, mas exige prescrição e monitoramento rigoroso.
Como é feito o acompanhamento?
A TRH não é uma prescrição e tchau. O acompanhamento envolve:
Consultas periódicas para avaliar resposta ao tratamento
Ajuste de dose conforme necessário
Exames regulares — mamografia, densitometria, perfil hormonal
Reavaliação contínua da indicação ao longo do tempo
O que define a escolha do seu protocolo?
Cada decisão é baseada em um conjunto de fatores individuais: seus sintomas principais, histórico clínico e familiar, preferência de uso, presença ou não do útero, risco cardiovascular e ósseo e até seu estilo de vida.
É por isso que não existe protocolo pronto — existe o protocolo certo para você.
Se você já sabe que quer explorar a TRH mas ainda tem dúvidas sobre qual caminho seguir, esse é exatamente o tipo de conversa que temos na consulta. Cada detalhe importa — e cada escolha é sua.
Agende sua avaliação
Atendimentos em Araraquara (SP) · Telemedicina para todo o Brasil
Dra. Thaís Cunha
Saúde da Mulher e Cuidado Integral
(16) 99795-0265
